Página Inicial
Apresentação
Noticias
Colo de Pito
Agricultura
Gastronomia
Fauna
Animais bravios
Flora
Fotos
Fotografias
Região
História
Festas
Ligações
Comércio
Associação
Orgãos Sociais
Contactos
Livro de visitas
 
 

Tradicionalmente, as actividades principais dos habitantes eram a agricultura e a pastorícia.

Arado ou Charrua

A agricultura era de subsistência, em que havia dois grandes tipos de intervenientes.

 Os lavradores que tinham, pelo menos, uma junta de vacas, carro, charrua e demais apetrechos agrícolas.

 

 Os cabaneiros que, com a sua enxada, cavavam as terras e executavam outras tarefas complementares necessárias como o corte do estrume (mato), a segada, etc..

A pastorícia ocupava, no mínimo, uma pessoa de cada família, que guardava as vacas ou o rebanho de ovelhas e cabras.

O pessoal disponível participava, periodicamente, em actividades doutras regiões, como as famosas “rogas” para as vindimas do Douro.

 Hoje, além destas actividades (que já são em muito menor escala), há o comércio (cafés e vendedores ambulantes de roupa e calçado) e empregos, fora da terra, nas mais diversas ocupações (indústria, comércio e serviços).

 Além destas actividades, havia também os artistas (carpinteiros, trolhas, pedreiros), os artesãos (tamanqueiros, cesteiros, tecedeiras), negociantes e alguns empregados (cantoneiros).

As gentes da nossa terra sempre demonstraram um grande sentido de comunidade, participando nos trabalhos uns dos outros e construindo mesmo edificações comuns.

 Nos trabalhos temos, como exemplos, as segadas, as malhadas, as desfolhadas, as sementeiras, a matança do porco e os serões de Inverno, onde se faziam os mais diversos trabalhos (fiar, fazer meia, desbulhar o milho), se convivia e divertia (contos, adivinhas, jogos de palavras, etc.).

          Nas construções podemos, ainda hoje, verificar a utilização das eiras, fornos, moínhos, caminhos, levadas, açudes, poldras, pontes e poças. São utilizadas por todos ou por “herdeiros” segundo regras pré-estipuladas.

 De notar que, à semelhança de todo o norte rural, todos se tratam por tio e tia, o que indicia uma quase relação familiar.

Texto: Delfim Luiz